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20/12/2017 09h19 - Atualizado em 20/12/2017 09h19

Taxa de mortalidade materna de Campo Grande está abaixo da média nacional

Da redação
 
 
 Taxa de Mortalidade Infantil em 2016 foi de 10,64 mortes por 1.000 nascidos vivos, representando um aumento em relação ao ano anterior (8,78) Taxa de Mortalidade Infantil em 2016 foi de 10,64 mortes por 1.000 nascidos vivos, representando um aumento em relação ao ano anterior (8,78)

A Razão da Mortalidade Materna (RMM) de Campo Grande registrada no ano passado está abaixo da média de Mato Grosso do Sul, bem como da média nacional, onde ambos se encontram no alto risco da mulher morrer no ciclo gravídico puerperal. A RMM da Capital é de 43,7 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos, classificado como médio risco pela Organização Mundial de Saúde (OMS), enquanto que no país a média é 60 óbitos por 100 mil nascidos. Os dados são do Boletim Epidemiológico 2017 da Coordenadoria de Estatísticas Vitais (CEVITAL) ligada a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) e divulgados nesta terça-feira (19).

A RMM é o indicador que mensura a probabilidade de uma mulher morrer no ciclo gestacional e até 42 dias após o término da gestação, independente da duração. A morte materna pode ser causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez, ou por medidas tomadas em relação a ela. Não são consideradas mortes maternas aquelas provocadas por fatores acidentais ou incidentais.

O número absoluto de óbitos maternos vem oscilando nos últimos anos. Em 2016, foram 6 mortes. Dentre as principais causas, a maior prevalência é a doença hipertensiva específica da gravidez, compreendida pela pré-eclampsia, eclampsia e Síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, baixa contagem de plaquetas e se desenvolve normalmente antes da 37ª semana de gravidez, mas pode ocorrer logo após o parto).

Mortalidade Infantil

A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) em 2016 foi 10,64 mortes por 1.000 nascidos vivos, representando um aumento em relação ao ano anterior (8,78). Essa elevação deve-se, principalmente à diminuição do número de nascimentos, sendo este o denominador do cálculo e um aumento no número absoluto. Mesmo assim, a TMI de Campo Grande está abaixo da registrada nacionalmente e do Centro-Oeste que, em 2013 (últimos dados), foi de 14,4 e 15,5, respectivamente.

Nascimentos

O Boletim Epidemiológico CEVITAL aponta que o número de nascimentos seguia um crescimento gradual entre 2012 e 2015, porém esta trajetória apresentou uma redução em 2016, atingindo níveis semelhantes registrados em 2013.

Em 2016 nasceram 13720 crianças de mães residentes em Campo Grande contra 14469 no ano anterior – pico da série histórica. A epidemia do Zika Vírus ocorrida em 2016 associada às recomendações do Ministério da Saúde aos casais que desejavam ter filhos sobre possível adiamento da gravidez, frente às possíveis malformações congênitas advindas da infecção em gestantes, podem ter contribuído para a queda da natalidade. Naquele ano, foram notificados 4594 casos suspeitos da doença e confirmados 156.

Óbitos

Em 2016 ocorreram 5565 óbitos de pessoas residentes na Capital, levando a uma taxa de mortalidade de 6,4 mortes por 100 mil habitantes. O perfil das causas de morte no município segue o padrão atual da mortalidade brasileira, em que há uma proporção cada vez maior entre os óbitos por doenças crônico-degenerativas em detrimento das mortes por doenças infecciosas, reflexo do aumento da expectativa de vida.

Desde 2012 as doenças cardiovasculares representam a primeira causa de mortes atingindo 29% (1616) de todos os óbitos ocorridos em 2016, seguida por neoplasias – tumores -, com 17,5% (976) e doenças do aparelho respiratório 15% (832).

Ocupa 4º lugar no ranking as Causas Externas, também chamadas de mortes violentas, abrangem os acidentes de trânsito, homicídios e suicídios. Em 2016 foram 583 óbitos, representando 10,5% das mortes naquele ano. Proporcionalmente os acidentes são as principais causas de mortalidades neste agrupo, com 45,5%, seguido dos homicídios 28,5% e suicídios em terceiro com 8,7%. Essas mortes são mais prevalentes em pessoas do sexo masculino, que representam 75,1% de todas as causas externas.

Investigação

O Ministério da Saúde recomenda que o banco de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) possua, no mínimo, 90% dos óbitos com causa básica bem definida. O banco abastecido em 2016 pela CEVITAL atingiu 97,9% das causas das mortalidades. Saber as causas das mortes é fundamental para o diagnóstico situacional, traduzindo a realidade local para viabilizar estratégias de ação em saúde, assim como possibilitar a avaliação da efetividade dessas intervenções.



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