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20/03/2013 15h46 - Atualizado em 20/03/2013 15h46

Saúde em xeque

Erros são mais comuns do que se supõe

Dirceu Martins (colaborador)
 

A intenção destas reportagens não é denegrir a imagem da classe médica, dos profissionais de saúde, antes é um alerta para que os erros aqui relatados sirvam de alerta e exemplo aos profissionais, humanos e passíveis de erros, mas que neste caso podem significar uma vida. Também um indicativo claro de que pacientes devem buscar orientação sobre bons profissionais, clínicas e laboratórios.

Em janeiro deste ano, Íris Crislaine Ferreira Nascimento, em função de um sangramento no início da gravidez, realizou os testes de sangue feitos durante o pré-natal, para detecção de contágio por HIV e na Unidade de Saúde da Família Dra. Jeanne Elizabeth Wanderley Tobaru – UBSF Jardim Botafogo.

Íris Crislaine, de 25 anos, foi atendida no dia 22 de janeiro de 2012, pela enfermeira Rita C. Milhomem que coletou sangue, procedeu os testes e informou que os resultados apresentaram resultados normais, não apresentando alterações de saúde e entregou o resultado por escrito.

Por ser recém-casada e aguardando sua inclusão como dependente no plano de saúde do marido, Iris guardou o resultado para posteriormente apresentar ao médico. Na primeira consulta com o médico que acompanharia seu pré-natal, veio a terrível surpresa: foi informada que o exame apresentado indicava ser ela soropositiva para HIV e Sífilis.

Erro

Em choque, a paciente desacreditava que pudesse haver contraído a doença, por não pertencer a nenhum dos grupos de risco ou haver descuidado da prevenção às DSTs. No entanto o resultado apontava o contrário.

Novos exames foram solicitados e realizados no dia 08 de março no Centro de Testagem e Acompanhamento (CTA) e, estes sim, apresentaram resultado negativo tanto para HIV quanto para sífilis. A confirmação veio com exames realizados no Laboratório Bioclínico no dia 13 do mesmo mês.

A primeira hipótese aventada pelo médico é que a enfermeira Rita informou verbalmente o resultado negativo para evitar uma reação nervosa que Iris pudesse vir a ter naquele posto. Mas, quando comprovado o erro nos exames posteriores, o que se percebeu é que a enfermeira usou formulários errados no momento do preenchimento. Existem dois formulários padrão para contaminação ou não contaminação.

Choque e dor

O que poderia parecer um engano sem maiores proporções causou uma série de transtornos para Iris e seu marido, também o risco de perder a criança em função da crise nervosa ao receber o resultado errado. Sua vida deu uma guinada quando afetou diretamente toda a sua família, e causou constrangimentos morais quando a informação alcançou vizinhos, amigos e clientes (Iris é vendedora).

“Não adianta negar que a doença é estigmatizada, e isto acarreta um desconforto moral. Se eles não tivessem um casamento sólido, imagine o que poderia acontecer com o casal. E se fosse uma outra pessoa, caso a gravidez se desse em outra situação, se ela sofresse de depressão, e se tentasse um aborto ou suicídio? Até mesmo o médico falou: é inadmissível este tipo de falha. Não se trata de um exame para doenças facilmente tratáveis”, disse a Dra. Izabel, tia de Iris.

Veja abaixo os exames finais feitos pelo CTA e laboratório particular



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