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Segunda-feira, 20 de novembro de 2017
 
14/11/2017 08h48 - Atualizado em 14/11/2017 08h48

André Puccinelli e seu filho são levados pela PF em nova fase da Lama Asfáltica

Andre Farinha
 
 
Policiais federais entram no prédio onde mora o ex-governador de MS, em Campo Grande (Foto: Reprodução/ TV Morena)
Policiais federais entram no prédio onde mora o ex-governador de MS, em Campo Grande (Foto: Reprodução/ TV Morena)

O ex-governador André Puccinelli (PMDB) e o seu filho André Puccinelli Júnior foram levados para prestar esclarecimentos na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Campo Grande, nesta terça-feira (14). A dupla é alvo da 5º fase da Operação Lama Asfáltica, intitulada como ‘Papiros de Lama’, e que está sendo desencadeada pelos agentes desde as 05 horas.

Puccinelli deixou seu apartamento por volta das 8h15, dentro da viatura da PF. Antes, agentes federais estiveram no seu apartamento, na Rua Euclides da Cunha, onde o teriam interrogado e recolhido documentos. Uma testemunha que foi convidada pelos agentes para acompanhar o procedimento no apartamento do peemedebista disse à imprensa que o político estava calmo e até brincando com o pessoal.

Ao mesmo tempo, agentes federais estiveram também no escritório do advogado André Puccinelli Júnior. A PF convocou um chaveiro para destrancar a porta do apartamento, no prédio Evolution, que fica na avenida Afonso Pena, no bairro Chácara Cachoeira. No local foram apreendidos documentos. O advogado e filho do ex-governador foi preso em sua casa pela PF também nesta manhã.

Operação

Ao todo, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária, seis condução coercitiva, 24 de Busca e Apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas no suposto esquema que envolveria sonegação fiscal, ocultação de bens, enriquecimento ilícito.

A operação acontece em Campo Grande, Nioaque, Aquidauana e São Paulo (SP), com a participação de mais de 300 policiais federais, servidores da CGU (Controladoria Geral da União) e servidores da Receita Federal.

A organização criminosa provocou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 235 milhões. De acordo com as investigações, uma concessionária de serviço público teria simulado compras de estação de tratamento e de livros jurídicos como estratégia para pagamento de propinas. A investigação apurou indícios de irregularidades na compra de 3 mil livros, por R$ 300 mil, escritos pelo advogado e professor universitário André Puccinelli Júnior.



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