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Sábado, 23 de junho de 2018
 
19/02/2018 10h14 - Atualizado em 19/02/2018 10h14

Como o uso de termogênicos influencia a prática da corrida

Da redação
 
 

Nos últimos anos, cresceu significativamente o mercado de suplementos e alimentos para praticantes amadores de exercícios ou atletas profissionais. Segundo estimativas, o Brasil já é o terceiro maior consumidor desse tipo de produto no mundo, atrás dos Estados Unidos e da Austrália.

A diferença entre os brasileiros e os estadunidenses, porém, está no público que consome esses suplementos: as consultorias de lá acreditam que 50% da população complementa a dieta regular com algum tipo desses produtos. Aqui, esse número gira entre 3% e 7%.

O público brasileiro, no entanto, tem algumas preferências, como os termogênicos - cafeína, gengibre e um composto fabricado por algumas empresas chamado de "Hot".

Em termos gerais, a termogênese corresponde à energia na forma de calor gerada ao nível dos tecidos vivos do corpo humano. Toda substância que influencia positivamente no aumento do gasto calórico pode ser considerada um termogênico, casos também de mostarda, vinagre de maçã e aspargos.

Eles devem ser consumidos com o acompanhamento de nutricionistas, responsáveis por analisar as condições de cada indivíduo e sugerir as quantidades corretas de elementos termogênicos que devem ser consumidos.

Segundo o nutricionista Diogo Círico, da Growth Supplements, os alimentos e suplementos termogênicos podem ajudar um praticante de corrida de duas formas: no efeito estimulante e na resistência que eles oferecem.

Em relação ao efeito estimulante, Círico alerta que os alimentos e suplementos que contêm cafeína, teobromina e teofilina atuam no sistema nervoso central, o que pode aumentar o desempenho atlético do indivíduo por meio de redução da fadiga e melhor tolerância à dor.

"Alimentos como pimenta e gengibre estimulam o metabolismo das gorduras. Este efeito pode ativar a oferta de energia para as células musculares, melhorando o desempenho atlético - em especial nas provas de longa duração que exigem oferta de energia especial e programada", conta ele.

Em relação à resistência, corredores de curta, média ou longa distância podem ser beneficiados com termogênicos pela capacidade que eles possuem de gerar mais energia e, consequentemente, uma maior capacidade de realizar treinos duradouros sem perceber o esforço.

Para Círico, a suplementação termogênica no Brasil é feita quase exclusivamente com produtos a base de cafeína - uma droga presente, como se sabe, no café de todo dia. No entanto, ela merece cuidado especial: "Em primeiro plano devemos observar a tolerância de cada indivíduo a esta substância. Não é baixo o número de pessoas que observam sintomas adversos, como insônia, inquietação, ansiedade, confusão mental, palpitações, vertigem, cefaléia, transtornos visuais e auditivos. Nestes casos não se deve suplementar com termogênicos que possuem cafeína", recomenda.

Um cuidado final indicado é com o horário de tomar termogênico: como sua função principal é ofertar energia, a tendência é que a pessoa fique ativa por certo período. "Não dá pra tomar muito perto da hora de dormir que é insônia na certa", brinca o nutricionista. "Muitas pessoas consomem antes do treino à noite e passam a noite acordadas. Isso precisa ser evitado, porque o descanso também faz parte da dieta", finaliza.



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