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15/01/2015 08h09 - Atualizado em 15/01/2015 08h09

Terapeuta da 10 dicas sobre sobre a sexualidade feminina

Personare
 

Em pleno século XXI, o sexo ainda é encarado por muitos como uma prática moralmente reprovável para ser discutida abertamente. Apesar de haver um volume enorme de informações a respeito do assunto, amplamente divulgadas pela mídia e por profissionais da área de saúde, ainda é possível notar que o tema gera desconforto, incomoda ou, no mínimo, desconcerta - principalmente quando os seus aspectos negativos, que podem complicar a relação sexual, são levantados.

Segundo a terapeuta Roberta Struzani, especialista em sexualidade feminina, a partir do momento em que a mulher percebe e se apropria do valor terapêutico do sexo, ela pode enxergá-lo como algo que a liberta de máscaras e repressões sociais, e que deve proporcionar prazer a si mesma. E para a relação sexual ser uma verdadeira terapia, o ideal é que as dúvidas sobre o assunto sejam mínimas e que a mulher procure tratamento especializado, quando necessário.

Abaixo, a terapeuta Roberta Struzani selecionou e esclareceu as 10 dúvidas sobre sexo que mais afligem as mulheres, e que - acredite! - muitas já tiveram a coragem de perguntar.

1 - Por que sinto dor ao fazer sexo?

Em alguns casos, não tem jeito: a mulher se prepara, diverte-se com as preliminares e quando chega no "finalmente" desiste por causa da dor. Quando a causa é física, é possível recorrer a tratamento. Mas o que fazer quando nada parece estar fora do normal? Roberta Struzani afirma que a causa pode ser psicológica.

"A dor durante o sexo, também chamada de dispareunia, pode ser de origem orgânica, emocional, ou ambas. Quando a dor é física, localiza-se principalmente nas paredes do canal vaginal. Mulheres que têm candidíase com frequência, por exemplo, possuem a musculatura desta região mais sensível, já que nela existem microlesões. Daí a sensação de dor quando ocorre a penetração. Por outro lado, a dor no ato sexual sem que haja qualquer problema físico certamente tem fundo emocional. Neste caso, bloqueios psicológicos fazem com que a vagina se contraia no momento do sexo, de forma que a penetração provoca muita dor. Se a mulher que passa por isso consegue se masturbar sem nenhum incômodo físico, por meio de estímulos tanto clitorianos quanto vaginais, é mais uma prova de que a dor no sexo tem origem psicológica, já que a maioria das doenças sexuais atinge também o clitóris e prejudica a masturbação de um modo geral", esclarece a especialista.

Sandra - que preferiu não divulgar seu sobrenome - passou por este problema mais de uma vez com o parceiro. Ela, que vive em Salvador, conta que foi a uma consulta com um profissional, mas as dores continuaram. "Eu sentia dor na penetração, geralmente quando o parceiro ficava por cima. Meu ginecologista disse que esse incômodo poderia ser sintoma de uma inflamação no útero. Não é sempre que sinto desconforto, porém, recentemente voltei a sentir. Como tenho vivido momentos de estresse, com problemas emocionais, creio que isso talvez esteja relacionado à dor", reforça.

2 - Por que choro durante o ato sexual ou ao atingir o orgasmo?

Há relatos de mulheres que não conseguem controlar o choro enquanto se relacionam sexualmente ou no momento em que chegam ao orgasmo. Isso pode ser desconfortável para o casal, já que o choro geralmente desfaz o clima sensual e interrompe a relação, mas pode ser ao mesmo tempo um sinal de que há total entrega. Para Roberta Struzani, a causa do choro são os hormônios.

"Durante a relação ou quando a mulher atinge o orgasmo, ocorre uma descarga adrenérgica no organismo, que é a liberação de muitos hormônios diante de uma forte excitação. Às vezes a mulher está magoada, guardando uma insatisfação ou até mesmo emocionada pelo momento, já que, no sexo, a liberação de hormônios mexe muito com o emocional. Então, no momento do orgasmo, a mulher sente que não poderá mais segurar essas mágoas, por isso as expõe. Quando estamos entregues, o sexo é terapêutico e acaba trazendo esses momentos de catarse, em que colocamos para fora o que estamos guardando", explica a terapeuta.

3 - Por que não consigo ter um orgasmo?

A dificuldade da mulher em atingir o orgasmo, segundo Roberta Struzani, é causada por fatores tanto físicos quanto psicológicos. O que começa como uma disfunção sexual pode causar tensão na pessoa parceira, deixando-a impaciente, por exemplo, terminando em estresse e preocupação e prejudicando todo o momento. "A saúde da mente e do corpo influencia bastante na dificuldade em ter orgasmo. Pode ocorrer de o homem ter orgasmo muito antes ou depois da mulher, e isso interfere na satisfação de ambos. É fundamental que o casal saiba controlar seus orgasmos, através da concentração e do autocontrole, e também que a mulher peça ajuda a um fisioterapeuta ginecológico, que irá tratar do problema através da sensibilização da vagina e do clitóris. Algumas práticas alternativas incluem masturbação ou o uso de um vibrador clitoriano durante o sexo. Este pode ser usado só de vez em quando, pois pode deixar o homem incomodado", aconselha a terapeuta.

Já a anorgasmia é uma disfunção mais grave, que é quando a mulher não atinge um orgasmo sequer na vida, e é também um dos problemas mais comuns entre mulheres de todas as idades, de acordo com Roberta Struzani. "Como o orgasmo é algo natural e precisa ocorrer para que o ciclo do ato sexual se complete, a anorgasmia acaba sendo uma disfunção. Entre as causas estão a falta de consciência da mulher em relação ao canal vaginal, já que é uma área interna e geralmente pouco explorada, e os próprios bloqueios psicológicos da pessoa, que podem fazê-la quase atingir o clímax, mas nunca conseguir de fato, ou podem acabar com qualquer vontade de sentir prazer sexual", esclarece Roberta.

4 - Por que a minha libido diminuiu?

A libido baixa é outro problema que atinge tanto mulheres quanto homens e, como uma de suas principais causa é o estresse, pode afetar também jovens que já tenham uma rotina mais intensa, de estudos e trabalho. "A libido baixa pode ser o maior destruidor de casamentos hoje em dia. Há causas vivenciais para a falta de apetite sexual - como as brigas e a falta de admiração ou amor - além das comportamentais e orgânicas - como a falta de exercícios de contração da musculatura vaginal. Quando a mulher está amamentando e produzindo leite, a prolactina, uma substância liberada no organismo, inibe a ação da dopamina, que está associada ao aumento da libido", informa Roberta Struzani.

5 - Praticar Pompoarismo pode me ajudar a ter mais prazer?

Talvez não seja uma solução definitiva, mas o Pompoarismo pode ajudar na cura de diversas disfunções sexuais. Roberta Struzani, que é especialista na técnica, diz que exercícios regulares de Pompoarismo podem acabar com a incontinência urinária e fecal, a anorgasmia e até com a incidência de doenças como a candidíase.

"O Pompoarismo é uma técnica milenar que trabalha com a musculatura vaginal para evitar a fraqueza dessa região, que pode levar a doenças ginecológicas. No entanto, hoje é famosa por dar mais sensibilidade e prazer ao ato sexual, tanto para a mulher quanto para o homem. Esse método é diferente da masturbação feminina, embora algumas mulheres relatem sentir prazer ao praticarem com instrumentos. O que ocorre é que o treino sensibiliza a região vaginal, propiciando o prazer feminino. Para praticar, a mulher deve contrair a musculatura vaginal (também chamada de MAP ou musculatura do assoalho pélvico), fazendo a mesma contração de segurar o xixi, durante 10 segundos. O relaxamento da MAP também é importante, pois a contração constante pode causar tensão muscular e gerar dor durante o sexo. Então, após contrair por 10 segundos, a mulher pode relaxar por mais 10, repetindo o processo 10 vezes. Esse treino pode ser feito toda noite, durante uma semana, sempre aumentando gradativamente os tempos de contração e relaxamento e a quantidade de repetições", orienta Roberta.

Segundo ela, com apenas uma semana de exercícios é possível perceber as diferenças. Além de facilitar o orgasmo, dar mais sensibilidade vaginal à mulher e diminuir o risco de infecção urinária, o Pompoarismo melhora o aspecto da vagina e aumenta a liberação de estrogênio no organismo, o que ameniza os sintomas da menopausa. De acordo com Roberta Struzani, a mulher pompoarista consegue até "massagear" o pênis do homem, através de contrações vaginais, podendo acelerar ou retardar o orgasmo masculino.

A leitora Aline, de Poços de Caldas, praticou o Pompoarismo com o parceiro e surpreendeu tanto a ele quanto a si mesma com o resultado. "Eu fiz apenas alguns dos exercícios, pela primeira vez, e resolvi colocar em prática. E adivinhe? Foi um dos melhores sexos da minha vida! Consegui fazer movimentos internos que proporcionavam a sensação de sucção do pênis, o que resultou em um prazer incrível para nós dois", lembra Aline.

6 - O que faço para apimentar a relação?

Normalmente, o sexo em uma relação que acabou de começar não é problema. Quando o casal está se conhecendo, não falta curiosidade e a cama acaba sendo o lugar em que o tempo é mais bem aproveitado. Só que isso passa e geralmente leva o desejo sexual embora, deixando o relacionamento monótono e transformando o sexo em obrigação. Por isso, Roberta sugere diferentes formas de resgatar esse desejo e não deixar o romance cair na rotina.

"Na região genital do homem, há pontos mais sensíveis, como a glande (cabeça do pênis) e o anel da glande (contorno). Há também dois acessos à área da próstata, que seria o "ponto G" masculino: o trígono genital, que é o espaço entre o testículo e o ânus, e o próprio ânus, pois só ele dá acesso perfeito à próstata. Como o toque externo nessas regiões já dá prazer ao homem, minha dica é estimular primeiro com sexo oral ou toque em alguma zona erógena, para fazê-lo relaxar. E, então, prosseguir com o estímulo do pênis junto ao ânus", detalha a especialista.

Já na mulher, Roberta aponta que as regiões mais sensíveis são o clitóris - tanto no ponto exato quanto ao redor - e o "ponto G", que é a extensão interna do clitóris. "Para alcançar esse ponto, é preciso introduzir o dedo no canal vaginal, mais ou menos até o meio, e fazer leves movimentos de vai-e-vem. Uma posição sexual que facilita o alcance é aquela que a mulher fica em cima e o homem, embaixo. Se houver um travesseiro abaixo do quadril do homem, melhor ainda. Essa posição estimula a terceira região feminina mais sensível: o colo do útero", explica Roberta Struzani.

Além disso, segundo a terapeuta, o homem e a mulher compartilham algumas zonas erógenas, regiões que dão prazer quando tocadas ou estimuladas com sopros ou a boca. "As zonas erógenas incluem virilha, parte interna das coxas, mamilos, axilas, nuca, pescoço e orelhas. O estímulo também pode ser feito com penas, lenços, gelo ou bebidas quentes, além de toques leves durante uma massagem sensual", sugere Roberta.

De todo modo, é importante dosar as dicas de acordo com a personalidade do outro. Roberta explica que enquanto alguns são muito românticos e delicados, outros podem ter uma personalidade mais "travada" na cama. O homem que é muito conservador, por exemplo, pode interpretar provocações deste tipo de forma indesejada, por isso é importante equilibrar.

7 - O que são os fetiches?

Fetiches são fantasias sexuais, em que a imaginação foge do sexo convencional para pensar em formas irreverentes e até improváveis de sentir prazer. Para alguns adeptos, às vezes não há limites. "Nós guardamos na nossa genética e memória celular todas as características primárias, instintivas, e o sexo é a expressão das vontades internas. Os fetiches mais convencionais incluem puxões de cabelo e tapinhas, enquanto os mais incomuns dependem da liberdade individual de cada um. Para experimentar, é preciso criar clima, contar as fantasias para a pessoa parceira, assistir filmes eróticos e investir em preliminares. Há, inclusive, uma questão acerca do fetiche que envolve o sexo anal na mulher: esse tipo de prática geralmente provoca dor, e como isso muitas vezes está associado ao prazer, por conta dos instintos, é possível que a mulher sinta um prazer psicológico ao praticar o sexo anal, simplesmente por ver o homem sentindo também", explica Roberta Struzani.

8 - Ejaculação feminina existe?

De acordo com Roberta Struzani, a ejaculação feminina existe, mas não da mesma forma que ocorre com o homem. "Qualquer mulher pode ejacular, só é mais fácil para umas e mais difícil para outras, isso depende da anatomia de cada uma. A ejaculação ocorre por conta da lubrificação que se acumula em uma espécie de bolsinha dentro da vagina, chamada de esponja uretral. Essa "esponja", de fato, suga o líquido da lubrificação e, quando a mulher atinge o clímax, a vagina se contrai involuntariamente e as paredes vaginais incham e pressionam essa esponja, fazendo com que ela estoure e libere o líquido. Por isso, é como se fosse uma ejaculação", esclarece a especialista.

Segundo Roberta, quanto maior é a força da Musculatura do Assoalho Pélvico (MAP) (aquela que é contraída quando "segura o xixi"), mais facilmente a mulher ejacula. Segundo ela, é por esse motivo que praticamente toda especialista em Pompoarismo tem ejaculação quando atinge o orgasmo. "A massagem perineal (aprenda aqui como fazer) pode ajudar a melhorar a lubrificação da mulher e, consequentemente, o orgasmo", informa.

9 - Como se livrar de bloqueios sexuais?

Segundo Roberta Struzani, existe uma filosofia de vida chamada "Sagrado Feminino", que ajuda mulheres a se livrarem de bloqueios sexuais. Essa corrente é a representação mais importante do feminino. Não se trata de beleza física, mas da beleza de ser mulher e da valorização dessa realidade, tornando-a autêntica por meio de sua sexualidade.

"Ser mulher é uma arte, é divino. Durante a rotina, muitas estão sempre cobertas de roupas e maquiagens, além de adotar um jeito de falar, que, juntos, dizem para a sociedade apenas quem aparentam ser. Mas durante o sexo, não dá para se esconder - é nesse momento que a mulher precisa mostrar os próprios valores, a sensualidade, a expressão e outras características mais profundas da sua personalidade. Quando se esconde demais e tem muitos bloqueios, durante o sexo dificilmente se solta, porque esses problemas vêm à tona. Então ela não consegue se expressar ou assumir o controle da relação... E sofre por isso. Então, o Sagrado Feminino ajuda a mulher a se conectar com o seu íntimo para se livrar de mágoas passadas, traições, culpas e o que mais estiver causando esse entrave no sexo. À medida que esses problemas são superados pela mulher, ela acaba descobrindo seus potenciais e quem realmente é, melhorando, assim, a qualidade da relação sexual", garante a especialista.

Como, então, a mulher pode se livrar dessas mágoas? De acordo com Roberta, todas as experiências amorosas passadas da mulher ficam guardadas nas regiões do ventre e do canal vaginal, refletindo positiva ou negativamente em sua sexualidade, e podem ser expulsas através de uma vivência conhecida como "reconsagração do ventre". "A reconsagração é uma conversa que a mulher tem com seu próprio ventre: ela deve ir sozinha para um lugar aconchegante, com uma música envolvente, para se deitar e perguntar a si mesma sobre o que está retido ali e o que deve ser eliminado, mentalizando a expulsão dessas mágoas. Há várias outras formas de uma mulher liberar essas tensões também - basta apenas que ela saiba ouvir a si mesma", orienta a terapeuta.

Carla, de Vila Velha (ES), teve uma longa trajetória até a redescoberta da própria sexualidade. "Eu sempre senti muitas cólicas menstruais e busquei diversos tipos de ajuda. Hoje em dia, além de estar casada, formada em Psicologia e ser mãe de uma menina, estou em sintonia perfeita com minha própria sexualidade, graças a muitos estudos sobre o assunto, à espiritualidade, Meditação e técnicas de respiração. Consigo me sintonizar com meu ventre, o que me ajuda a entender, respeitar e valorizar mais a mim mesma", revela.

10 - Quais principais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) existem e como identificá-las?

Algumas DSTs podem ser traiçoeiras, pois não apresentam sintomas de imediato. Isso significa que uma pessoa pode estar doente e não saber, a menos que faça um exame adequado. Nesses casos, basta que a imunidade caia um pouco para que os sinais apareçam e compliquem a vida do paciente. segundo Roberta Struzani, as DSTs são transmitidas via sexo oral, vaginal ou anal. Elas também podem ser passadas pelo contato com roupas, vasos sanitários e objetos contaminados, mas é raro. A especialista alerta que o perigo é que nem todas possuem sintomas, portanto é comum que sejam frequentemente espalhadas, o que requer atenção e exames ginecológicos regulares.

"Algumas doenças transmitidas exclusivamente pelo ato sexual são a gonorreia, a sífilis, o cancro mole e o linfogranuloma venereo. Já a tricomoníase, a herpes genital, a candidíase e o condiloma, que se manifestam com verrugas genitais, são transmitidos tanto por meio do sexo quanto pelo contato com roupas íntimas, sabonetes etc. A Aids e a hepatite viral, além de serem passadas através do sexo, também podem ser transmitidas pelo sangue, como uma transfusão de sangue contaminado, e pelo leite materno, fazendo com que uma mãe infectada transmita o vírus para o bebê", informa a especialista.

Segundo Roberta, a candidíase é uma doença que todas as pessoas têm, mas os sintomas somente se manifestam quando há um período de crise ou quando a imunidade baixa drasticamente. Além disso, o homem carrega a doença, porém em sua forma assintomática, diferente do que acontece com a mulher. Assim, eles acabam não tratando e transmitindo-a constantemente para a parceira. A especialista também avisa quanto ao risco dos estímulos genitais feitos com alimentos que contenham açúcar. "A candidíase é facilmente proliferada quando há açúcar na região genital, portanto não recomendo que entre em contato com estas partes do corpo na masturbação, por exemplo", aconselha Roberta.

Por fim, a especialista explica que, em geral, os sintomas das DSTs são: coceiras, verrugas, corrimento vaginal ou anal, odor forte, etc. "Contudo, eles também podem estar associados a outras coisas mais simples, que nem chegam a ser uma doença. É fundamental fazer consultas periódicas com um ginecologista, pedindo exames de todas as possíveis doenças, já que muitas podem ser carregadas por um longo tempo sem a ocorrência de sintomas. Por isso, o uso de preservativos também é imprescindível", alerta Roberta Struzani.


*Criado e mediado pela Equipe Personare, foi criado um grupo de Sexualidade Feminina, que contou com a especialista Roberta Struzani e dezenas de participantes. A especialista abordou um tema por dia e abriu espaço para as que integrantes tirassem todas as dúvidas possíveis. "Isso foi bom não só para as participantes, como para mim também. Fico imensamente grata em saber que eu consegui tocar o coração de cada uma e fazer com que as atitudes delas sejam mais bem pensadas daqui para frente. É importante que elas também passem adiante o que aprenderam", reflete.

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