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13/12/2018 09h12 - Atualizado em 13/12/2018 09h12

Para Fiems, reforma do aeroporto de Campo Grande vai fomentar indústria do turismo

Washington Sanches
 

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, considera que a obra de ampliação e revitalização do Aeroporto Internacional de Campo Grande é o primeiro passo para fomentar a indústria do turismo em Mato Grosso do Sul. Impulsionar o segmento é uma das principais bandeiras da Federação para 2019, tanto que Longen anunciou, na semana passada, a elaboração de uma agenda conjunta do setor produtivo estadual para desenvolver o turismo local.

"A indústria do turismo precisa aparecer e este é um trabalho que vamos começar a construir no ano que vem. O aeroporto de Campo Grande, uma capital brasileira, se não é o pior do País, está entre os piores. A conquista desta obra, que é resultado do esforço de muita gente, vai fazer a diferença para o desenvolvimento do nosso Estado e vai melhorar a passagem dos turistas por aqui", afirmou o presidente da Fiems.

Longen anunciou que o setor produtivo do Estado, representado pela Fiems, Faems, Fecomércio e Famasul, está unido em prol da elaboração de uma agenda para fomentar a indústria do turismo em 2019 durante o "Encontro Empresarial e Fórum de Desenvolvimento", que reuniu, no dia 7 de dezembro, empresários e autoridades de Mundo Novo (MS) em comemoração aos 40 anos da Faems.

O anúncio

O anúncio das obras de ampliação foi feito na quarta-feira (11/12) pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, durante evento realizado na Base Área de Campo Grande, onde o projeto desenhado pela Infraero para o terminal foi entregue ao prefeito Marcos Marcello Trad.

Segundo Marun, a reforma contará com investimentos de R$ 40 milhões, oriundos da sobra de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal. O montante, acrescentou o ministro, já foi empenhado e a previsão de início das obras é julho do ano que vem, com duração de cerca de um ano e meio.

"É uma obra que vai acontecer, já é realidade. Será um legado meu para Mato Grosso do Sul como ministro", assegurou Marun, afirmando, ainda, que a reforma também deve resultar na atração de investimentos externos para o Estado. "O empresário precisa ter uma boa impressão para investir o dinheiro dele e o aeroporto de Campo Grande é a porta de entrada de Mato Grosso do Sul. Com a reforma, nossa porta de entrada terá uma nova cara", considerou o ministro.

O prefeito lembrou que a Capital já deixou de realizar eventos importantes em razão da falta de infraestrutura do aeroporto. "A Copa de 2014 mesmo, na época da escolha das cidades muito se falou que Campo Grande perdeu porque o aeroporto era fraco. Essa obra é essencial para a cidade", disse. O presidente da Infraero, Antonio Claret, contou que ele próprio já vivenciou experiências ruins no Aeroporto de Campo Grande. "Morei aqui por dois anos e lembro que era difícil", recordou.

A obra

O aeroporto será totalmente modernizado, do sistema de ar condicionado, passando pelos sanitários, sistema de segurança e vigilância, até o terminal de embarque e desembarque, explicou o gerente-geral de obras da Infraero, Fernando Borges, que vai realizar as obras.

O terminal de passageiros passará de 6.185 m² para 10.027 m², elevando a capacidade de atendimento do aeroporto de 2,5 milhões para 4,5 milhões de passageiros por ano. O local passará a ter quatro portões de embarque (atualmente são dois), assim como o número de esteiras de raio-x, gerando mais eficiência nas filas. Outra questão é que a área comercial do aeroporto também será ampliada, proporcionando mais conforto para quem passa por ali, e gerando mais negócios.

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