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24/10/2018 10h38 - Atualizado em 24/10/2018 10h38

Com show e muita festa, Prefeitura inaugura monumento que inicia requalificação da Orla Ferroviária

Da redação
 
 

Mesmo com chuva, a população prestigiou a grande festa com show de Almir Sater e Geraldo Espíndola, que marcou a inauguração do monumento Maria Fumaça. O evento, promovido pela Prefeitura de Campo Grande, com parceria do Governo do Estado, aconteceu nesta terça-feira (23) e dá início a primeira etapa da requalificação da Orla Ferroviária.

A requalificação era bastante aguardada por moradores e empresários, que há anos esperavam investimentos para mudar a cara da região. As mudanças garantirão mais segurança, a medida que o espaço passa a ser ocupado definitivamente pela população.

"Poder ajudar a cidade que nasci, que cresci. Devolver um pouco a cada um daqueles que fizeram Campo Grande. A locomotiva é a história da cidade. Por ela vieram pessoas de todo mundo e aqui miscigenaram. Quando eu e a Adriane chegamos aqui, encontramos esta região abandonada. Seres humanos sem a mão amiga do Estado, da sociedade. Temos o Hotel Gaspar, que também faz parte da nossa história, aqui na frente. Ao arquiteto e urbanista José Marcos da Fonseca (construiu e planejou a construção e implantação do Monumento) e a todas as secretaria, que me ajudam a administrar, meu muito obrigado", disse o prefeito Marquinhos Trad.

O evento, promovido em parceria com o Governo do Estado, teve apresentação do cantor Geraldo Espíndola, que cantou uma música inédita, feita especialmente para a ocasião. Ele foi acompanhado pela orquestra sinfônica de Campo Grande e crianças da Aldeia Indígena, que são assistidas pela Fundação Ueze Zahran. Depois, foi a vez do cantor Almir Sater se apresentar.

Geraldo falou sobre sua composição. "A locomotiva nos remete aos desbravadores, e a música fala disto: da Maria Fumaça que trouxe os imigrantes", explicou.

Secretário de Cultura e Cidadania do estado, Athayde Nery pontuou que a locomotiva trouxe a esperança para o Mato Grosso e para o Mato Grosso do Sul. "Saudamos a cultura de MS, de Campo Grande. Hoje, temos um resgate histórico, pois na locomotiva está a angústia e a esperança da construção de Campo Grande", frisou.

A Maria Fumaça é uma réplica da original, mas com sino da máquina original. Ela tem 5 metros de altura, 20 de comprimento e cerca de 20 toneladas. O monumento fica suspenso em um balanço, que dá a impressão que ele levantará vôo. O local também conta com um totem QRCode, com texto informativo da Maria Fumaça, produzido pelo prof. Paulo Cabral, do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul.

Já a secretária municipal de Cultura e Turismo, Nilde Brun, falou de novos projetos para o local.

"Estudaremos a possibilidade de este espaço da Orla ser um ponto de movimentação cultural e turística. Vamos agendar alguns dias para que a Maria Fumaça apite e saia fumaça. Uma forma de darmos vida a ela, com os suspiros", revelou.

Essa primeira entrega está sendo realizada com as parcerias da Plaenge, que comprou e instalou a Locomotiva, do Fort Atacadista, responsável pelo paisagismo; da Solurb, que está colocando as lixeiras e instalou o contêiner para a Guarda Municipal, além de ter feito a pintura do pontilhão da Antônio Maria Coelho. A Engepar foi parceria ao fazer o transporte da Maria Fumaça. E por fim, o Jardim Japonês, que realizado pela Colônia Japonesa.

Demais etapas

No projeto completo, a Orla Ferroviária passará por uma requalificação geral que mudará completamente sua estrutura. O espaço vai receber bicicletários, totens com QRCode, wifi livre (já está funcionando), equipamentos esportivos e intergeracinais, playground e habitações de interesse social.

Neta de Antonio Gaspar, fundador do Hotel Gaspar (hotel que tem 64 anos de existência e é um dos mais antigos hotéis de Campo Grande em funcionamento), falou da importância de um monumento como o da Maria Fumaça para a região

"Realmente, esse monumento trouxe de volta para essa região, para a praça as famílias, os jovens. Temos um grupo de moradores daqui da região que sempre se comunica. Eu me sinto um pouco mãe da praça. Cuidaremos da locomotiva também. Sinto que com a chegada da Maria Fumaça  completa um roteiro histórico cultural e turístico, por conta da Esplanada e da Feira", finalizou

O projeto da Orla Ferroviária vai da Avenida Mato Grosso até a Afonso Pena, e também da Avenida Calógeras, entre as ruas 7 de Setembro e Antônia Maria Coelho.



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