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Quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
 
05/11/2018 14h51 - Atualizado em 05/11/2018 14h51

Pedagogia Sistêmica e educação com amor são temas de palestras gratuitas em escola da capital

DA redação
 
 

Acontece nesta terça-feira (6), a última etapa do Ciclo de Palestras para pais promovido pelo Colégio Salesiano Dom Bosco. A programação tem início às 19h com a palestra "Meu filho, meu reflexo - Pedagogia Sistêmica", com Olga Lima, e, na sequência, "Educar no amor", com o Padre Aldir da Silva. As duas palestras fazem parte de uma programação que o Colégio tem realizado desde setembro, abordando temas relevantes e da preocupação dos pais.

"Escola e pais têm que ser parceiros nessa missão de educar crianças e jovens. É importante que exista esse diálogo com a preocupação de falarmos a mesma língua e termos a mesma linha de pensamento", defende Cristiane Sartorelli, Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental - Anos Inicias.

Na prática

Quem tem filhos em idade escolar certamente se preocupa com o que as crianças e adolescentes acessam na internet, pois, muitas vezes, pode ser algo prejudicial à saúde, segurança e integridade física e mental deles, como é o caso dos jogos desafiadores, como Baleia Azul e Boneca Momo, por exemplo. As palestras realizadas em outubro dentro da programação do Ciclo abordaram justamente questões como limites e como educar a nova geração diante da transformação digital.

Reunidos no anfiteatro do Colégio, pais, mães, professores e equipe pedagógica da escola assistiram a duas palestras. A primeira delas, com a Psicopedagoga Tânia Filiú, sobre "A difícil arte de colocar limites".

Com mais de 20 anos de experiência na área educacional, Tânia orientou sobre a importância dos pais conversarem e entrarem em acordo sobre determinadas regras da casa, para que um não desautorize o outro, criando para o filho a ideia e a sensação de que ele pode tudo, basta pressionar. Além disso, reforçou a importância de deixar os filhos experimentarem a frustração.

"Dizer ‘não’ é difícil porque estamos automaticamente provocando uma frustração, que, geralmente, vem acompanhada de raiva, chateação, revolta e até perdas. Mas é importante para a criança viver essa experiência, descobrir esse sentimento, perceber como ela reage, porque na vida adulta a frustração é inevitável. Limites são muito subjetivos, têm a ver com o que você acredita, com suas verdades, e filhos não vêm com manual de instrução. Começar pelas regras básicas da natureza e da sociedade são um excelente norte", explica.

A última fala da noite foi do empresário Kenneth Corrêa, Diretor de Tecnologia do Grupo WTW. "Como educar crianças e jovens nesta evolução digital" é o nome da palestra que ajudou a desmistificar a ideia de que a internet é só nociva às crianças e adolescentes.

"Não adianta fazer da internet um monstro e querer proibir, é impossível. Mas também não dá para ignorar os problemas e os riscos e liberar acesso ilimitado. É preciso acompanhar sim o que elas estão acessando, quais jogos estão jogando, quanto tempo estão ficando conectados. A criança precisa ter na família e na escola a confiança de que as limitações que são impostas são o melhor para ela", afirma Kenneth.

O empresário passou, ainda, dicas de algumas ferramentas que podem ajudar a blindar os filhos das brincadeiras de mau gosto, como as citadas no início da matéria, violências e assédios, como o Safe Search do Google e configurações de privacidade em redes sociais.



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