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02/08/2017 09h20 - Atualizado em 02/08/2017 09h20

Hospital do Câncer da Capital empossa novo presidente

Andre Farinha
 
 
Novo presidente Cláudio Machado exibe documento de posse (Foto: Governo do Estado/Reprodução) Novo presidente Cláudio Machado exibe documento de posse (Foto: Governo do Estado/Reprodução)

Foi empossado na noite de terça-feira (1º) o novo presidente do Hospital do Câncer de Campo Grande - Alfredo Abrão, Cláudio Osório Machado. O mandato da nova diretoria vai até 2019. Entre os principais desafios está a busca por recursos para a instituição e, claro, manter a ‘boa saúde’ financeira do hospital. Ele assume o cargo no lugar de Carlos Coimbra, que esteve à frente do estabelecimento hospitalar de 2013 a 2017.

Durante a solenidade, o Hospital recebeu a doação de uma Van, entregue pela Associação Anjos da Guarda, e também uma doação financeira no valor de R$ 21 mil arrecadados pelo grupo Amigos do Ruy Daniel. Atualmente, o Hospital de Câncer de Campo Grande realiza 15 mil procedimentos por mês, como diagnóstico (consultas e exames), tratamento (cirurgias, medicações, quimioterapias, radioterapias, braquiterapias, hormonioterapias), e reabilitação (psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição); 98% dos atendimentos são pelo SUS.

No discurso de posse, Cláudio Machado destacou que, no período de 1994 a 2015, o valor pago ao hospital pelos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde foi corrigido em 94%, infinitamente inferior ao reajuste de produtos e serviços usados no hospital, como energia e água, por exemplo, que tiveram, nesse período, aumento próximo de 1.000%. Ainda segundo o novo presidente, é por isso que o Hospital necessita da ajuda dos voluntários, do poder público, da sociedade e das doações.

Ao transferir o cargo, o agora ex-presidente Carlos Coimbra fez um balanço do trabalho realizado pela diretoria por ele comandada. Quando assumiu, em 2013, foram realizados 109 mil procedimentos, enquanto em 2016 o total de atendimentos chegou a 190 mil. Ele ainda lembrou do desafio de recuperar a credibilidade e as finanças do Hospital após a operação da Polícia Federal em 2013.

No discurso de despedida, Coimbra lembrou que quando assumiu havia 65 funcionários no call center que captaram R$ 120 mil em doações. "Hoje, com 35 funcionários chegamos a arrecadar R$ 261 mil em doações. Ou seja, com menos funcionários, conseguimos aumentar as doações", afirmou. O ex-presidente agora será integrante do Conselho Curador.

Presente no evento, o governador Reinaldo Azambuja citou a necessidade da união de esforços e entre os Poderes e entidades para assegurar o atendimento aos pacientes com câncer. Ele também adiantou que até o final do mês a tomografia computadorizada estará funcionando e enfatizou que a administração estadual vai continuar colaborando para que a direção do hospital possa concluir o novo prédio, com nove andares.

Reinaldo também comentou sobre o acelerador linear que, inicialmente, seria destinado a um hospital de outro Estado. Conforme disse, a previsão é de que o bunker onde o equipamento será instalado fique pronto nos próximos meses e o atendimento de radioterapia comece a ser feito até o final do ano.



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