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Segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
 
18/07/2018 11h03 - Atualizado em 18/07/2018 11h03

Estratégias de combate e vigilância garantem redução histórica nos casos de dengue na Capital

Da redação
 
 

Nós últimos anos, Campo Grande teve redução significativa nos casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, em especial a dengue, fruto das ações de orientação e enfrentamento desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), evitando assim novos riscos de epidemia.

Em 2016, o município enfrentou uma das piores crises recentes em relação a dengue. Somente no primeiro semestre foram registradas mais de 25 mil notificações da doença. Durante todo o ano, o número chegou a 28,5 mil notificações. É como se a cada 24 horas, 79 pessoas tivessem o diagnóstico ou suspeita para doença, conforme os dados do Serviço de Vigilância Epidemiológica da SESAU.

A partir de 2017, com a implementação e intensificação das ações de combate e vigilância pela atual gestão, houve uma redução exponencial de notificações.  De janeiro a dezembro  do referido ano, foram notificados apenas 3.190 casos de dengue na Capital, o que representa uma redução de mais de 90% em relação ao ano anterior.

Neste ano, os dados revelam redução gradativa dos casos da doença, pelo segundo ano consecutivo. Nos sete primeiros meses deste ano (janeiro a julho) foram notificados 1.289 casos, enquanto no mesmo período do ano passado foram 1.854.

Na avaliação do secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o saldo positivo no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é resultado do planejamento e empenho da gestão.

"Tivemos a preocupação desde o início de agir o quanto antes para que não em um futuro próximo não enfrentássemos novas epidemias de doenças relacionadas ao Aedes. E graças ao empenho de todos, principalmente dos servidores e da população que têm se conscientizado da importância de cada um fazer o seu papel, nós estamos conseguindo vencer esta batalha", comenta.

Estratégia

A primeira medida da gestão foi intensificar as ações de educação em saúde, com o lançamento da campanha "Operação Mosquito Zero: É matar ou morrer", em março do ano passado.

A iniciativa que surgiu de uma parceria da prefeitura com a Câmara Municipal de Campo Grande e a Caixa de Assistência dos Servidores do Mato Grosso do Sul (CASSEMS), teve por objetivo reforçar a mobilização social para a prevenção, que é uma das principais ações na diminuição dos focos do Aedes aegypti, contribuindo assim para a redução no número de casos não só da dengue, mas também da zika e chikungunya.

Cidade Limpa

Ainda em 2017, a SESAU desenvolveu o projeto "Cidade Limpa", para recolhimento de resíduos de grande volume. Uma iniciativa inédita com parceria das secretarias de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb).

Mais de 25 toneladas de lixo foram recolhidas nas duas edições do projeto nos bairros Jardim Noroeste, Cidade Morena e Nova Capital,  localizados nas regiões com maior índice de infestação  do mosquito Aedes Aegypti.

Tecnologia no combate ao Aedes

Ainda em 2017, a SESAU passou a utilizar a tecnologia como aliada no combate ao mosquito, com o mapeamento e identificação de áreas de difícil acesso com um Drone.

Imóveis e prédios públicos de difícil acesso foram vistoriados com o auxílio do aparelho, garantindo a eficácia das ações de combate.

Reforço

Além das ações efetivas de educação em saúde e recolhimento de resíduos volumosos e materiais inservíveis, o sucesso na batalha contra o Aedes passou também pela valorização dos servidores empenhados neste trabalho e pela convocação de 290 agentes comunitários de saúde e de combate a endemias aprovados em concurso de 2016, reforçando ainda mais o combate ao mosquito.

O serviço de borrifação a ultra baixo volume- popularmente conhecido como fumacê – também foi intensificado, com cinco equipes rodando pela sete regiões do município diariamente.



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