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Segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
 
10/08/2018 09h45 - Atualizado em 10/08/2018 09h45

Com poucos cadastros efetivados, Serviço de Família Acolhedora é relançado

Andre Farinha
 
 

Acolher jovens afastados do convívio familiar, cujas famílias ou responsáveis encontram-se, temporariamente, impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. Esse é o objetivo do Serviço Família Acolhedora, implantado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS). A ação busca oferecer acolhimento temporário para crianças e adolescentes em lares de famílias que estarão colaborando na construção de um futuro melhor para os jovens acolhidos. 

De acordo com o titular da SAS, José Mário Antunes da Silva, o serviço oferecido busca reconstruir e fortalecer vínculos familiares e comunitários e contribuirá para a superação da situação vivida pelas crianças e adolescentes, evitando-se, assim, as reincidências e agravamento da violência sofrida. "A Família Acolhedora vai fazer aquilo que qualquer família faz: levar as crianças na escola, levar ao médico, se necessário. Alimentar, vestir, cuidar, dar atenção, carinho, afeto.", explicou. 

"O Família Acolhedora também irá oferecer apoio psicossocial às famílias da criança ou adolescente, favorecendo a reestruturação para o retorno dos filhos, sempre que possível.", complementa o secretário. Para as famílias interessadas em receber as crianças ou adolescentes, as inscrições estão abertas por meio dos telefones: (67) 3314-4491 ou 3314-4493.

Para se cadastrar a família interessada, é necessário apresentar os documentos pessoais, bons antecedentes criminais, atestado de saúde física e mental, além de comprovante de rendimentos. Depois dessa fase preliminar, a família se submeterá a um processo de seleção, capacitação e acompanhamento pela equipe formada por psicólogos, advogados e assistentes sociais, que participam do serviço "Família acolhedora".

Conforme as regras, as famílias acolhedoras habilitadas para o Serviço de Acolhimento assinarão um Termo de Adesão e Guarda Provisória e receberão um auxílio-financeiro no valor de um salário mínimo por criança ou adolescente acolhido, que será repassado por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e será disponibilizado durante o período necessário em que a criança permanecer na família acolhedora.

O projeto foi lançado em 2015, mas desde então somente duas famílias conseguiram ter o cadastro aprovado e receber os acolhidos em suas casas. Neste ano, o Ministério Publico Estadual (MPE/MS) e a Prefeitura Municipal de Campo Grande estiveram reunidos para tentar aumentar esse número, tendo em vista a grande quantidade de crianças e adolescentes que se encontram nos abrigos.

Por isso, um novo lançamento do serviço aconteceu na última quinta-feira (09). Na oportunidade, o prefeito Marcos Trad destacou que a iniciativa prevê que a família acolhedora receberá o direito de levar e acompanhar os acolhidos em todas as atividades cotidianas. "Embora ofertando acolhimento temporário, o que é diferente de adoção, a família prestará atendimento às suas necessidades de cuidado, atenção, carinho e afeto, até que ocorra a reintegração familiar", disse.

Presente no evento, o promotor da 33ª promotoria da Infância e da Juventude, Nicolau Bacarji Júnior, pontuou que em Campo Grande são mais de 170 crianças que passam por medidas protetivas. "Considero muito importante a atitude da família que oportuniza a uma criança um lar, mesmo que temporariamente. Dá nossa parte, colocamos a promotoria à disposição para tirar dúvidas. Parabéns para todos que acolhem uma criança e dá o direito do convívio familiar", elogiou.



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