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09/08/2018 19h15 - Atualizado em 09/08/2018 19h15

Capital pode se transformar em ‘hub logístico’, angariando impostos e gerando empregos

Andre Farinha
 
 
Presidente da ACICG, João Polidoro, durante a assinatura do termo de cooperação com o Porto de Barranqueras Presidente da ACICG, João Polidoro, durante a assinatura do termo de cooperação com o Porto de Barranqueras

Transformar Campo Grande numa espécie de hub logístico – como são chamados os pontos centrais de coleta, separação e distribuição de cargas para uma determinada área ou região específica. – e ainda promover a facilidade para que micros e pequenas empresas campo-grandenses possam expandir seus negócios para outros países latino-americanos. Esses são os objetivos da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), que ao longo do último ano vem estreitando seus contatos comerciais com países vizinhos, como Paraguai, Bolívia, Chile e a Argentina a fim de proporcionar novas oportunidades de negócios aos empresários locais.

Na quarta-feira (08), a entidade, que representa mais de sete mil empresas campo-grandenses, assinou um termo de cooperação com o Porto de Barranqueras, na Argentina. A parceria visa fortalecer os processos de desenvolvimento e integração internacional entre a Capital e a Província do Chaco, naquele país. A oficialização da parceria aconteceu durante o 1º Encontro Empresarial de Integração Sul-Americana, realizado no hotel Deville, na Capital.

De acordo com o presidente da ACICG, empresário João Polidoro, desde 2017, após a participação da entidade na Rota de Integração Latino-Americana (RILA), a associação comercial vem buscando por parcerias com empresas e organizações de países sul-americanos. A primeira delas foi efetivada com a chilena Cyties, organização de pesquisa, apoio e desenvolvimento de empresas de pequeno e médio porte da região de Antofagasta (Chile). O acordo visa auxiliar na promoção do comércio exterior, identificar novas áreas de negócios e, com isso, ajudar a fomentar o desenvolvimento da Capital, impactando na criação de novos postos de trabalho e mais geração de renda.

A partir desta parceria, nasceu o Programa de Promoção da Internacionalização e do Comércio Exterior (Progiex), que conta com mais de 50 empresas em fase de estudo sobre o próprio potencial de exportação e a atuação no mercado estrangeiro. Em outro momento, representantes da ACICG participaram da Feira Internacional Del Norte Argentino (Ferinoa) onde puderam conhecer os produtos produzidos naquela região, além de fomentar novas oportunidades de negócios entre os dois países.

"Nós, então, conhecemos o Porto de Barranqueras, na província de Chaco, na Argentina, e que é um porto estratégico e extremamente importante, multimodal, que recebe estradas, trilhos e tem ainda um aeroporto próximo. O Porto consegue trazer e levar produtos com muita facilidade, por meio da hidrovia, até a capital Buenos Aires.", comentou Polidoro. "O custo pela hidrovia é muito mais barato do que o transporte ferroviário e rodoviário, e isso é o que atrai a oportunidade de fazer negócios por meio do Porto de Barranqueras.", completou.

A expectativa, segundo João Polidoro, é que os produtos sejam transportados, por meio da hidrovia, de Barranqueras até os portos de Porto Murtinho e de Corumbá e, posteriormente, trazidos para Campo Grande, de onde passarão pelo processo de desembaraço aduaneiro (como é chamada a liberação de uma mercadoria pela alfândega para a entrada no país, em caso de importação, ou sua saída, em caso de exportação, depois de a sua documentação ser verificada).

"A ideia é que Campo Grande se transforme em um hub logístico. A Capital está em um ponto estratégico, com acesso para rodovias, hidrovias e ferrovias. Com o desembaraço das cargas sendo feito em Campo Grande, os impostos ficam aqui. Nosso objetivo é fazer com que as empresas que hoje fazem o desembaraço das cargas em Santos ou Uruguaiana, por exemplo, passem a fazê-lo na nossa cidade.", explicou, garantindo que a estrutura para isso já existe no Estado.



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