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21/09/2018 11h31 - Atualizado em 21/09/2018 11h31

Eleições 2018 atrasam início do horário de verão; lei quer acabar com a mudança

Andre Farinha
 
 

Sempre muito debatido entre a população, o horário de verão pode ser extinto no próximo ano. Por enquanto, em 2018, a programação prevê o início da mudança no relógio para o dia 04 de novembro, voltando ao normal somente no dia 17 de fevereiro de 2019. No Senado Federal, está em tramitação um projeto (PLS 438/2017) que pode colocar fim a essa tradicional medida, cujo objetivo sempre foi o de promover a economia da energia elétrica, aproveitando mais da luz natural do dia.

A proposta que quer acabar com o horário de verão no país é do senador Airton Sandoval (MDB-SP). No momento, está em debate na Comissão de Infraestrutura do Senado, sendo relatada pelo senador Valdir Raupp (MDB-RO), depois irá para as Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), cabendo à última a decisão terminativa.

Na justificativa do projeto, o senador paulista cita vários estudos feitos em países diversos que vinculam a adoção do horário de verão com o desenvolvimento de doenças e problemas de saúde, como aumento de infartos do miocárdio, aumento da pressão arterial e agravamento do diabetes mellitus tipo 2.

No entendimento de Sandoval, a privação do sono causada pelo horário de verão tem vários efeitos: irritabilidade, comprometimento cognitivo (aprendizagem), perda ou lapsos de memória, comprometimento do julgamento moral (que levaria à prática de crimes), sonolência, bocejos, alucinações, comprometimento do sistema imunológico, agravamento de doenças cardíacas, arritmias cardíacas, redução no tempo de reação (causa acidentes no trânsito), tremores, dores, redução da precisão (leva a acidentes de trabalho), aumento dos riscos relacionados com a obesidade e supressão do processo de crescimento (em adolescentes).

Esse ano, por intermédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o horário deverão começará mais tarde e terá 14 dias a menos (deveria começar no dia 21 de outubro), a justificativa é que a mudança no horário poderia atrapalhar a apuração das eleições no país. Em 2014, por exemplo, por causa da diferença de horários (o Brasil tem quatro fusos-horários), a Justiça Eleitoral precisou atrasar a divulgação do resultado para esperar o fim da votação no Acre.

O horário de verão é válido apenas para os estados do centro-sul do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. A mudança no relógio começou no Brasil em 1931 e, de lá para cá, passou por muitas reformulações.



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